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Disquesia em Bebês É Normal? Guia Completo para Pais de Primeira Viagem

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Como pai ou mãe de primeira viagem, você pode ter se deparado com o termo “disquesia” ao lidar com as evacuações do seu bebê. Disquesia em bebês, não é uma doença, mas sim um distúrbio funcional do trato gastrointestinal infantil. É uma condição caracterizada pela falta de coordenação entre o desejo do bebê de evacuar e sua capacidade de fazê-lo de forma eficaz.

Em sua essência, a disquesia é uma discrepância entre o desejo psicológico do bebê de evacuar e sua capacidade física de coordenar adequadamente os movimentos musculares necessários. Essa desconexão pode levar à frustração, desconforto e até mesmo angústia tanto para o bebê quanto para os pais.

A mecânica da Disquesia em Bebês

Para entender completamente a disquesia, é importante compreender a mecânica de uma evacuação saudável. O ato de defecar requer dois eventos coordenados essenciais:

  • Relaxamento dos músculos do assoalho pélvico: Os músculos que formam o “assoalho” da pelve precisam relaxar para permitir a passagem das fezes.
  • Aumento da pressão intra-abdominal: Os músculos abdominais precisam se contrair, criando um aumento da pressão dentro do abdômen para ajudar a expelir as fezes.

Em bebês com disquesia, essa coordenação entre o relaxamento muscular e o aumento da pressão ainda não está totalmente desenvolvida. O bebê pode sentir vontade de evacuar, mas não consegue relaxar adequadamente o assoalho pélvico e gerar a pressão abdominal necessária para expelir as fezes.

A Experiência Disquesia para Bebês

Presenciar um bebê com disquesia pode ser doloroso e confuso para os pais. O bebê pode apresentar os seguintes comportamentos:

  • Fazer força e realizar um esforço intenso para evacuar
  • Ficar com o rosto vermelho e chorar ou grunhir durante essas tentativas.
  • Demorar um tempo excepcionalmente longo (até 20 minutos) para finalmente evacuar.
  • Eliminar fezes moles ou mesmo líquidas, apesar da visível dificuldade.

É importante notar que o choro e o desconforto do bebê não são causados ​​por dor, mas sim pelo seu instinto de tentar criar a pressão intra-abdominal necessária para expelir as fezes. O próprio ato de chorar é a maneira que o bebê encontra de tentar gerar essa pressão, mesmo que não seja o mecanismo fisiológico correto.

Causas da Disquesia

A causa principal da disquesia parece ser a falta de coordenação entre o desejo psicológico do bebê de evacuar e suas capacidades físicas e neuromusculares. Essa desconexão é frequentemente atribuída à imaturidade do sistema nervoso e da musculatura do bebê.

Durante as primeiras semanas e meses de vida, o corpo do bebê continua em desenvolvimento e aprendendo a coordenar os diversos grupos musculares e reflexos envolvidos no processo de defecação. Os músculos do assoalho pélvico e os músculos abdominais responsáveis ​​por gerar a pressão intra-abdominal ainda não estão totalmente sincronizados, o que leva à experiência de disquesia.

É importante notar que a disquesia pode ocorrer tanto em bebês amamentados exclusivamente quanto naqueles que são alimentados com fórmula infantil. A condição não está diretamente relacionada ao tipo de líquido ingerido, mas sim ao estágio de desenvolvimento do sistema neuromuscular do bebê.

Quando a disquesia é mais comum?

A disquesia é mais comumente observada durante as primeiras semanas de vida do bebê, quando sua coordenação neuromuscular continua em desenvolvimento. À medida que o bebê cresce e se desenvolve, ele aprende gradualmente a coordenar melhor os grupos musculares envolvidos no processo de defecação, e a disquesia geralmente se resolve espontaneamente em questão de semanas ou meses.

É importante lembrar que cada bebê é único e o tempo necessário para superar a disquesia pode variar. Alguns bebês podem apresentar a condição por um período um pouco mais longo, enquanto outros podem superá-la mais rapidamente. O essencial é ter paciência e permitir que o desenvolvimento natural do bebê siga seu curso.

Diferenciando Disquesia de Constipação

Embora a disquesia e a constipação possam compartilhar alguns sintomas externos, como esforço e dificuldade para evacuar, são condições distintas com causas subjacentes diferentes. Compreender a diferença é crucial para fornecer o cuidado e o apoio adequados ao seu bebê.

A principal diferença reside na consistência das fezes. No caso da constipação, as fezes do bebê são duras, secas e difíceis de eliminar, muitas vezes exigindo grande esforço. Por outro lado, na disquesia, as fezes são geralmente moles ou até líquidas, mas o bebê ainda tem dificuldade para expelir devido à falta de coordenação entre os músculos do assoalho pélvico e os músculos abdominais.

Para determinar se o seu bebê está com disquesia ou constipação, preste muita atenção às seguintes observações:

  • Se o seu bebê adota uma postura tensa e faz esforço ao evacuar, mas acaba eliminando fezes moles ou líquidas, é provável ser um caso de disquesia.
  • Se o seu bebê tem dificuldade para evacuar fezes duras e secas, isso é mais indicativo de constipação, que pode exigir estratégias de tratamento diferentes.

Conhecer a diferença entre essas duas condições ajudará você a fornecer os cuidados e o apoio adequados às necessidades específicas do seu bebê. Para mais informações sobre como lidar com a constipação em bebês, confira o vídeo abaixo.

Resolvendo Disquesia Naturalmente

A boa notícia sobre a disquesia é que ela geralmente se resolve sozinha, sem a necessidade de intervenção médica ou uso de laxantes. À medida que o sistema neuromuscular do bebê amadurece e ele aprende a coordenar melhor os músculos envolvidos na defecação, a disquesia desaparecerá gradualmente.

É importante resistir à tentação de tentar “resolver” o problema com medicamentos ou outras intervenções externas. Fazer isso pode, na verdade, interferir no processo natural de aprendizagem do bebê e levar ao desenvolvimento de hábitos intestinais inadequados.

Em vez disso, a melhor abordagem é ser paciente e compreensiva, permitindo que seu bebê passe por essa fase de desenvolvimento no seu próprio ritmo. Aqui estão algumas dicas para ajudar seu pequeno a lidar com a disquesia:

  • Proporcione conforto e segurança durante as evacuações, oferecendo toques suaves e incentivo gentil.
  • Evite exercer pressão excessiva sobre o bebê para que ele evacue, pois isso pode agravar o problema.
  • Certifique-se de que seu bebê esteja bem hidratado e consumindo uma dieta adequada à sua idade, pois isso pode contribuir para o bom funcionamento intestinal.
  • Considere incluir massagens abdominais suaves ou exercícios para as pernas para estimular os reflexos intestinais naturais do bebê.

Lembre-se, a disquesia é uma condição temporária e, com tempo e paciência, seu bebê aprenderá a coordenar os movimentos intestinais de forma eficaz. Evite a tentação de usar laxantes ou outros medicamentos, pois estes podem causar mais danos do que benefícios e interferir no processo natural de aprendizagem.

Sling para bebê pode ajudar na disquesia em bebês?

O uso do sling para bebê pode ser um apoio complementar no conforto de casos de disquesia em bebês, especialmente por manter o bebê em posição vertical, ergonômica e fisiológica junto ao corpo do cuidador. Quando bem ajustado, o sling posiciona o bebê com o tronco ereto e as pernas levemente flexionadas, postura que se assemelha à posição natural de evacuação.

Na disquesia em bebês, a dificuldade para evacuar ocorre pela falta de coordenação entre os músculos abdominais e o assoalho pélvico. A posição vertical proporcionada pelo sling ajuda a aproveitar a ação da gravidade, favorecendo o aumento da pressão intra-abdominal e o relaxamento muscular de forma mais natural, o que pode contribuir para reduzir o esforço excessivo durante as tentativas de evacuação.

Além disso, o contato próximo com o corpo do cuidador oferece segurança e acolhimento, fatores importantes para diminuir a tensão do bebê. Esse relaxamento corporal pode auxiliar indiretamente no conforto intestinal, já que a disquesia em bebês não está associada à dor, mas sim à imaturidade neuromuscular.

É importante reforçar que o sling não trata nem resolve a disquesia em bebês, pois trata-se de uma condição transitória do desenvolvimento. No entanto, seu uso correto pode ajudar a aliviar o desconforto durante essa fase, sem interferir no processo natural de amadurecimento do sistema digestivo. O sling deve sempre ser utilizado seguindo orientações de segurança, mantendo as vias aéreas livres e a coluna bem sustentada.

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Quando procurar aconselhamento médico

Embora a disquesia seja geralmente uma condição benigna e que se resolve espontaneamente, pode haver casos em que seja importante consultar o pediatra. Se você notar algum dos seguintes sinais, é recomendável agendar uma consulta:

  • Disquesia persistente ou progressiva que não apresenta sinais de melhora ao longo do tempo.
  • Sintomas como febre, vômito ou sangue nas fezes podem indicar um problema médico subjacente.
  • Angústia ou desconforto significativo no bebê que não é aliviado pelas suas medidas de apoio.

Seu pediatra pode realizar uma avaliação completa, descartar quaisquer problemas de saúde subjacentes e orientá-lo sobre a melhor maneira de cuidar da saúde intestinal do seu bebê.

Acompanhando a jornada do desenvolvimento intestinal infantil

Navegar pelo mundo das evacuações infantis pode ser uma experiência desafiadora, porém gratificante, para os pais de primeira viagem. Ao entender a natureza da disquesia e oferecer ao seu bebê o apoio e a paciência de que ele precisa, você pode ajudá-lo a superar esse obstáculo temporário do desenvolvimento e a estabelecer hábitos intestinais saudáveis ​​para o futuro.

Lembre-se, cada bebê é único e o tempo necessário para superar a disquesia em bebês pode variar. Confie nas habilidades naturais do seu bebê e esteja presente para oferecer conforto e incentivo ao longo do processo. Com tempo e cuidado, seu pequeno dominará a arte de evacuar e vocês dois respirarão aliviados.

FAQ – Disquesia em Bebês: Dúvidas Mais Comuns dos Pais

O que é disquesia em bebês?

Disquesia em bebês é uma dificuldade temporária para evacuar causada pela falta de coordenação muscular.
Apesar do esforço intenso, o bebê elimina fezes moles ou líquidas. Isso acontece porque o sistema neuromuscular continua em amadurecimento, especialmente nos primeiros meses de vida.

Disquesia é doença?

Não, disquesia não é doença.
Trata-se de uma condição funcional e passageira, comum em recém-nascidos e bebês pequenos, que tende a desaparecer sozinha com o desenvolvimento natural do organismo.

Quanto tempo dura a disquesia em bebês?

Na maioria dos casos, dura algumas semanas.
À medida que o bebê aprende a coordenar os músculos abdominais e do assoalho pélvico, a evacuação passa a acontecer de forma natural, sem esforço excessivo.

Bebê com disquesia sente dor?

Não exatamente dor, mas desconforto e frustração.
O choro ocorre porque o bebê ainda não sabe coordenar o relaxamento muscular com a força abdominal necessária para evacuar, e não por dor intestinal.

Qual a diferença entre disquesia e prisão de ventre?

A consistência das fezes é o principal fator.
Disquesia: fezes moles ou líquidas, com muito esforço.
Constipação: fezes duras, ressecadas e difíceis de eliminar.
Essa diferença é essencial para evitar tratamentos inadequados.

Preciso usar laxante para disquesia?

Não é recomendado usar laxantes.
Intervenções desse tipo podem atrapalhar o aprendizado natural do intestino do bebê e criar dependência intestinal. A disquesia tende a se resolver sozinha.

O que posso fazer para ajudar meu bebê com disquesia?

Oferecer conforto e respeitar o tempo do bebê é o mais importante.
Algumas práticas seguras incluem:
– Massagem abdominal suave
– Movimentar delicadamente as perninhas
– Manter o bebê confortável e acolhido
– Evitar estímulos invasivos durante a evacuação

Quando devo procurar o pediatra?

Procure orientação médica se surgirem sinais de alerta, como:
– Sangue nas fezes
– Febre ou vômitos
– Falta de ganho de peso
– Dor intensa ou choro inconsolável
– Persistência do quadro por muitos meses

Dica Importante para o Dia a Dia dos Pais

Durante fases de desconforto intestinal, manter o bebê próximo ao corpo ajuda muito no acolhimento e na regulação emocional, reduzindo o estresse tanto do bebê quanto dos pais.

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Leidiane Lima

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